Franco Leitor
Lunático alado em tragos
Mostro-lhe a alegria
Vivendo incluso nesta via
Restauro o sangue de pedras
Retirado a cada gota
Ministrados por ensaios
Desde a primeira letra
Crecidos a la carte
Por literais feições de mundo
Castigado em torno da arte
Poetas aclamados me torturam
Forçam-me a deliciar em estrofes malditas
Jogam-me versos iludidos
Me peçam para destrinchar as mais lidas
Não consigo subjetivos mais precisos
Chego ruir em destroços
Destroços cimentados por ervas
Usadas por todos aqueles
Que promovem a minha vida a trevas
Sonorhc Ekana
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